{"id":1056,"date":"2023-03-15T05:51:34","date_gmt":"2023-03-15T05:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uab.pt\/ii-encontro-cantanhede\/?post_type=abstract&#038;p=1056"},"modified":"2024-04-29T12:52:53","modified_gmt":"2024-04-29T12:52:53","slug":"populacao-e-familia-em-murtede-nos-inicios-de-oitocentos","status":"publish","type":"abstract","link":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/resumo\/populacao-e-familia-em-murtede-nos-inicios-de-oitocentos\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o e fam\u00edlia em Murtede nos in\u00edcios de Oitocentos"},"content":{"rendered":"\n<p>No ano de 1801, por determina\u00e7\u00e3o do Pr\u00edncipe Regente, foi organizado um \u201cMapa da Popula\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia da Beira\u201d. A comiss\u00e3o para o levantamento dos efetivos populacionais foi entregue \u00e0s autoridades eclesi\u00e1sticas, como era costume, por ser uma forma eficaz e menos dispendiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>No Bispado de Coimbra, esse apuramento foi levado a cabo na primeira quinzena de junho, mas nem todos os p\u00e1rocos das freguesias da diocese conseguiram cumprir a incumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00f3quia de Murtede \u00e9 uma das poucas em que o sacerdote respondeu cabalmente ao inqu\u00e9rito pedido. Organizou uma lista completa dos habitantes, colocados n\u00e3o de forma avulsa, mas inseridos nos fogos a que pertenciam, referindo os la\u00e7os de parentesco entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse documento permite assim estabelecer n\u00e3o s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o que existia na freguesia (sede e lugares) e suas caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas, mas tamb\u00e9m perceber a sua organiza\u00e7\u00e3o familiar, sua dimens\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>As fam\u00edlias de Murtede n\u00e3o eram \u2013 como muitas vezes se pensa serem as fam\u00edlias \u00e0 \u00e9poca \u2013 de grande dimens\u00e3o, eram maioritariamente nucleares de estrutura e muito poucas continham v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. O n\u00famero m\u00e9dio de filhos n\u00e3o era muito elevado. A freguesia tinha muita gente que vivia sozinha, assim como muitas vi\u00favas com filhos, poucos criados e n\u00e3o contava expostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo uma freguesia rural, a conforma\u00e7\u00e3o familiar adequa-se \u00e0 atividade agr\u00edcola prevalecente, ao tipo de ocupa\u00e7\u00e3o da terra, aos contratos agr\u00e1rios, \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o social dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o surgem no rol pessoas de primeiro plano que se distingam na sociedade, na pol\u00edtica, nas ci\u00eancias ou nas artes, mas nem por isso o seu estudo deixa de ser importante para a compreens\u00e3o da regi\u00e3o de Cantanhede. N\u00e3o privilegiando ningu\u00e9m, procura ir ao encontro de todos, ao tentar avaliar as condi\u00e7\u00f5es de vida da sua gente, partindo dos comportamentos face \u00e0 fam\u00edlia que se enquadram no todo social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Sobre a autora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Guilhermina Mota \u00e9 professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde regeu disciplinas nos Cursos de Hist\u00f3ria, Arqueologia, Hist\u00f3ria da Arte, Jornalismo e Ci\u00eancias da Informa\u00e7\u00e3o, Arquiv\u00edstica e Bibliotecon\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Lecionou nas \u00e1reas da Teoria da Hist\u00f3ria, da Metodologia Hist\u00f3rica, das Fontes Hist\u00f3ricas, da Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais e Humanas, da Hist\u00f3ria de Portugal, da Hist\u00f3ria da \u00c9poca Moderna, da Demografia Hist\u00f3rica, da Hist\u00f3ria da Fam\u00edlia e da Paleografia Moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seus interesses de investiga\u00e7\u00e3o centram-se na Hist\u00f3ria Social e na Hist\u00f3ria da Fam\u00edlia e da Popula\u00e7\u00e3o, tendo ainda dedicado muita da sua aten\u00e7\u00e3o aos estudos sobre a Hist\u00f3ria da Cidade de Coimbra e da Universidade, assim como da sua regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacam-se nas suas publica\u00e7\u00f5es: Fam\u00edlias em Coimbra nos s\u00e9culos XVIII e XIX (2010); Estruturas familiares no mundo rural (1889); Longos e penosos meses de noivado (2013); O trabalho feminino e o com\u00e9rcio em Coimbra (s\u00e9cs. XVII e XVIII) (1986); Presen\u00e7a feminina na Ordem Terceira de S. Francisco de Coimbra no s\u00e9culo XVIII (2021); Penela e a sua gente em meados do s\u00e9culo XIX (2015); Os trabalhos e os dias em terras de Lorv\u00e3o nos in\u00edcios do s\u00e9culo XX (2016); A constru\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico da Universidade de Coimbra ao tempo do diretor Ant\u00f3nio Jos\u00e9 das Neves e Melo (1814) (2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenou a obra Minorias \u00e9tnicas e religiosas em Portugal: Hist\u00f3ria e atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desempenhou cargos no \u00e2mbito da Faculdade de Letras e integrou o Senado da Universidade de Coimbra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No ano de 1801, por determina\u00e7\u00e3o do Pr\u00edncipe Regente, foi organizado um \u201cMapa da Popula\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia da Beira\u201d. 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