{"id":1059,"date":"2023-03-15T05:53:58","date_gmt":"2023-03-15T05:53:58","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uab.pt\/ii-encontro-cantanhede\/?post_type=abstract&#038;p=1059"},"modified":"2024-04-29T12:52:53","modified_gmt":"2024-04-29T12:52:53","slug":"murtede-e-enxofaes-ou-da-urgencia-em-salvaguardar-o-patrimonio-ali-existente","status":"publish","type":"abstract","link":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/resumo\/murtede-e-enxofaes-ou-da-urgencia-em-salvaguardar-o-patrimonio-ali-existente\/","title":{"rendered":"Murtede e Enxof\u00e3es, ou da urg\u00eancia em salvaguardar o patrim\u00f3nio ali existente"},"content":{"rendered":"\n<p>O objetivo primacial desta comunica\u00e7\u00e3o visa, mais uma vez, alertar quem de direito para a necessidade \u2013 digo mesmo a urg\u00eancia \u2013 em planear um trabalho sistem\u00e1tico de estudo e recupera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria local das freguesias que integram o concelho de Cantanhede.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmo de uma forma clara e frontal que a hist\u00f3ria do, anda assim o podemos classificar, novel Concelho de Cantanhede, ainda tem muito por descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p>Em finais de 2014 tendo-me reformado do ensino superior, redirecionei a minha vida para a investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e o estudo da hist\u00f3ria local.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse lavor, resultaram duas obras:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Enxof\u00e3es. Mais de mil anos de hist\u00f3ria editado em 2018, e<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Murtede. O Concelho que foi, a freguesia que \u00e9, editado em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhos de que ressaltou, no plano da investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A confirma\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o deste territ\u00f3rio no per\u00edodo pr\u00e9-hist\u00f3rico como \u00e9 referido por Jorge Alarc\u00e3o e, nomeadamente, pela Carta Arqueol\u00f3gica do Concelho de Cantanhede;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O conhecimento da import\u00e2ncia da ocupa\u00e7\u00e3o romana deste territ\u00f3rio, assente na implanta\u00e7\u00e3o das villae ent\u00e3o criadas, encontrando-se documentalmente comprovadas, na atual \u00e1rea da freguesia de Murtede, as: villa Mirteti Murtede), a villa alph\u00e1u\u00e1ra (Alfora), a villa suffenes (Enxof\u00e3es) e a villam Previtir (Prevedes ou Prebes). Vizinhas destas existiam a villa cep\u00ed\u00eds (Sepins) e a villa ciluana (Silv\u00e3).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A cria\u00e7\u00e3o no mesmo territ\u00f3rio, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XII, pelo Real Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra de uma grande propriedade, a que se seguiu a compra de uma outra propriedade, de grandeza similar, pelo Real Hospital de S. L\u00e1zaro de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A exist\u00eancia do concelho de Murtede, documentada, pelo menos, a partir do per\u00edodo de 1514 a 1521.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A depend\u00eancia de Enxof\u00e3es do concelho de An\u00e7\u00e3 que para ali nomeava um juiz ped\u00e2neo que exerceria a sua fun\u00e7\u00e3o no ainda hoje designado Ch\u00e3o do Conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A dispers\u00e3o das parcelas que constitu\u00edam estas propriedade por diversos propriet\u00e1rios por for\u00e7a das \u201cLeis da desamortiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No que respeita ao vasto patrim\u00f3nio constru\u00eddo cujo estudo arqueol\u00f3gico est\u00e1 por realizar, e cuja classifica\u00e7\u00e3o, em nosso entender, se torna necess\u00e1ria, assinalamos:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O Celeiro do Hospital Real de S. L\u00e1zaro, reconstru\u00eddo no s\u00e9culo XVIII, mas por certo de origem bem anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A casa em ru\u00ednas localizada na Jos\u00e9 Carditas com uma inscri\u00e7\u00e3o de 1590 \u2013 data da realiza\u00e7\u00e3o pelo Real Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, do primeiro tombo documentado, da sua propriedade em Enxof\u00e3es \u2013 e que \u00e9 o \u00faltimo exemplar existente da Freguesia, do que poder\u00e1 ter sido uma almuinha ou cortinhal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A estalagem de Murtede, cuja exist\u00eancia \u00e9 referida desde tempos muito recuados por Jorge Alarc\u00e3o e que se encontra documentada at\u00e9 finais de 1831.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Os moinhos de vento de que restam 4, com relevo para o moinho do Mouriteco, e os moinhos de \u00e1gua de que restam tamb\u00e9m quatro com particular relev\u00e2ncia para o moinho do Ribeiro ou de Alfora, cuja classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 necess\u00e1ria como urgente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O forno da cal do Carvalho, em ru\u00ednas, o \u00fanico de que ainda subsistem restos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Por \u00faltimo, h\u00e1 que assinalar o esp\u00f3lio documental e material das Irmandades que aqui existiram, cuja recupera\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi iniciada como o documentar\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o que a partir de 30 mar\u00e7o ir\u00e1 estar exposta na Biblioteca Municipal de Cantanhede. Trabalho que h\u00e1 que alargar \u00e0s demais freguesias do Concelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Sobre o autor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Fernando Rodrigues da Costa \u00e9 licenciado em Qu\u00edmica e Mestre em Turismo. Em 1958, apenas com 16 anos, come\u00e7ou a trabalhar na Biblioteca Municipal de Coimbra, onde colaborou com Pinto Loureiro e com Branquinho de Carvalho, investigadores not\u00e1veis.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de ter atingido o posto de Arquivista, passou a exercer as fun\u00e7\u00f5es de Chefe dos Servi\u00e7os de Turismo e mais tarde de Diretor do Departamento de Cultura, Desporto e Turismo da C\u00e2mara Municipal de Coimbra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente direcionou a sua atividade para os setores do turismo e da hotelaria, passando a trabalhar na ESTA-Gest\u00e3o de Hot\u00e9is, Ld.\u00aa, que geria hot\u00e9is em Portugal e nos PALOP onde ocupou o lugar de Diretor de Opera\u00e7\u00f5es e, posteriormente, desempenhou o cargo de Diretor de Marketing.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciou a doc\u00eancia no Ensino Superior, em outubro de 1989, regendo a disciplina de \u201cMarketing\u201d na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Dali transitou para a Universidade Internacional e, posteriormente, para a Universidade Lus\u00f3fona, onde regeu a disciplina de \u201cT\u00e9cnicas de Gest\u00e3o Hoteleira\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi consultor da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Turismo, com diversas miss\u00f5es realizadas em Angola e Mo\u00e7ambique, e exerceu, ainda, para empresas privadas, fun\u00e7\u00f5es de consultoria no \u00e2mbito do planeamento tur\u00edstico, quer em Portugal, quer em Angola, Guin\u00e9, S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Cabo Verde.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi deputado na Assembleia da Rep\u00fablica e na verea\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Coimbra, sem esquecer, bem pelo contr\u00e1rio, a atua\u00e7\u00e3o relevante levada a cabo no campo do sindicalismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Participou em numerosos congressos, publicou um sem n\u00famero de artigos e diversos livros. Nomeadamente, \u00e9 autor das obras&nbsp;Enxof\u00e3es. Mais de mil anos de Hist\u00f3ria&nbsp;(2018) e&nbsp;Murtede. A Freguesia que \u00e9, o concelho que foi&nbsp;(2021).&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O objetivo primacial desta comunica\u00e7\u00e3o visa, mais uma vez, alertar quem de direito para a necessidade \u2013 digo mesmo a urg\u00eancia \u2013 em planear um trabalho sistem\u00e1tico de estudo e recupera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria local das freguesias que integram o concelho de Cantanhede.","protected":false},"featured_media":1001,"parent":0,"template":"","meta":{"custompostfields_author":"Mestre Ant\u00f3nio Fernando Rodrigues da Costa","footnotes":""},"edition":[25],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/abstract"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1279,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1059\/revisions\/1279"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"edition","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/edition?post=1059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}