{"id":1555,"date":"2026-03-06T11:56:12","date_gmt":"2026-03-06T11:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/?post_type=abstract&#038;p=1555"},"modified":"2026-03-28T06:17:39","modified_gmt":"2026-03-28T06:17:39","slug":"joao-de-ruao-questoes-em-aberto","status":"publish","type":"abstract","link":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/resumo\/joao-de-ruao-questoes-em-aberto\/","title":{"rendered":"\u00a0Jo\u00e3o de Ru\u00e3o: quest\u00f5es em aberto."},"content":{"rendered":"\n<p>A aten\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica em Jo\u00e3o de Ru\u00e3o tem sido, sobretudo desde o olhar de Prud\u00eancio Quintino Garcia e da importante publica\u00e7\u00e3o documental de 1913, centrada no seu papel de escultor e formador de gera\u00e7\u00f5es de canteiros e lavrantes que prolongaram o sentido ornamental da arquitetura de Coimbra at\u00e9 aos in\u00edcios do s\u00e9culo XVII. S\u00f3 muito recentemente, os historiadores encetaram uma abordagem focada numa suposta aprendizagem ainda em territ\u00f3rio franc\u00eas ou num hipot\u00e9tico percurso para o sul da Europa, encontrando um fil\u00e3o que permite melhor compreender as suas origens, tanto quanto as raz\u00f5es que o ter\u00e3o conduzido a Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>O lastro da indaga\u00e7\u00e3o adensou-se sobretudo nos curtos anos do s\u00e9culo XXI. O seu desempenho como mediador nos grandes estaleiros de obra continua por apurar e o volume de pe\u00e7as produzidas na sua oficina oferece um rasto de intrincada decifra\u00e7\u00e3o, mas a sua dimens\u00e3o de artista multifacetado, capaz de enfrentar os desafios lan\u00e7ados pela forma, pelo espa\u00e7o e pela luz, em escultura e arquitetura, t\u00eam agora condi\u00e7\u00f5es acrescidas de inteligibilidade. E a Jo\u00e3o de Ru\u00e3o pode apenas caber verdadeiro estatuto de g\u00e9nio criador do Humanismo renascentista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a autora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Catedr\u00e1tica no Instituto de Hist\u00f3ria da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Acad\u00e9mica Correspondente da Academia Nacional de Belas Artes.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1 de abril de 2021 e 4 de abril de 2024, foi diretora do Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<p>De 5 de abril de 2024 a 13 de fevereiro de 2025 exerceu as fun\u00e7\u00f5es de Secret\u00e1ria de Estado da Cultura, no XXIV Governo Constitucional de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, desde 2007, a investigadora principal do \u201cGrupo de Estudos Multidisciplinares em Arte\u201d (GEMA), no Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ci\u00eancias do Patrim\u00f3nio (CEAACP), Unidade de I&amp;D-281, da Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em colabora\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios organismos estatais e entidades privadas tem tido uma a\u00e7\u00e3o destacada na defesa, conserva\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio escult\u00f3rico e arquitet\u00f3nico, bem como nos processos conducentes \u00e0 musealiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios espa\u00e7os, p\u00fablicos e privados.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o principal tem sido a arquitetura portuguesa do s\u00e9culo XVI, mas a mais de uma centena de trabalhos cient\u00edficos publicados em Portugal, Espanha, B\u00e9lgica, It\u00e1lia, Brasil e Estados Unidos da Am\u00e9rica abrange tamb\u00e9m o exerc\u00edcio de revis\u00e3o conceptual em Hist\u00f3ria da Arte, as quest\u00f5es patrimoniais ou os dom\u00ednios da pintura e da escultura, desde os finais da Idade M\u00e9dia ao per\u00edodo neocl\u00e1ssico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A aten\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica em Jo\u00e3o de Ru\u00e3o tem sido, sobretudo desde o olhar de Prud\u00eancio Quintino Garcia e da importante publica\u00e7\u00e3o documental de 1913, centrada no seu papel de escultor e formador de gera\u00e7\u00f5es de canteiros e lavrantes que prolongaram o sentido ornamental da arquitetura de Coimbra at\u00e9 aos in\u00edcios do s\u00e9culo XVII. 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