{"id":1573,"date":"2026-03-06T12:46:54","date_gmt":"2026-03-06T12:46:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/?post_type=abstract&#038;p=1573"},"modified":"2026-03-28T06:22:27","modified_gmt":"2026-03-28T06:22:27","slug":"joao-de-ruao-e-as-suas-relacoes-artisticas-familiares-nota-genealogica","status":"publish","type":"abstract","link":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/resumo\/joao-de-ruao-e-as-suas-relacoes-artisticas-familiares-nota-genealogica\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o de Ru\u00e3o e as suas rela\u00e7\u00f5es art\u00edsticas familiares, Nota geneal\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p>Presumivelmente nascido no romper do s\u00e9culo, em Rouen como denuncia a raiz topon\u00edmica do seu nome, Jo\u00e3o de Ru\u00e3o, de cuja ascend\u00eancia n\u00e3o temos fontes geneal\u00f3gicas, encontra-se documentada em Portugal em 1528, onde certamente atrav\u00e9s de D.Jorge de Meneses, confirmado senhor de Cantanhede em 4 de Abril de 1527, se acerca das terras do Mondego, para lavrar o ret\u00e1bulo da Varziela, que ser\u00e1, na express\u00e3o de Nogueira Gon\u00e7alves, a p\u00e1gina de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra de Coimbra, cidade em que centrar\u00e1 a sua actividade durante mais de meio s\u00e9culo, at\u00e9 \u00e0 sua morte ocorrida na freguesia de S.Jo\u00e3o da Cruz em 28 de Janeiro de 1580.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que cedo se casa com Isabel Pires, filha de Pedro Pires, mestre de carpintaria das obras reais, e de Leonor Afonso, unindo-se por uma teia de parentescos e contraparentescos a uma pleiade de artistas que marcaram o s\u00e9c.XVI portugu\u00eas. De sua sogra era irm\u00e3o Jorge Afonso, que vivia para Lisboa, junto ao Convento de S.Domingos, e cunhado Francisco Henriques, que findara os seus dias em 1518, v\u00edtima da peste que grassara em Lisboa, deixando entre as suas numerosas filhas uma que casaria com Garcia Fernandes. A prima direita de sua mulher, Isabel Jorge, era casada com Greg\u00f3rio Lopes, de quem teve Crist\u00f3v\u00e3o Lopes, a quem D.Jo\u00e3o III nomearia pintor r\u00e9gio por carta de 18 de agosto de 1551, no ano seguinte ao da morte de seu pai. E eram seus cunhados Marcos Pires, precocemente falecido em 1521, e Ana Pires, mulher de Crist\u00f3v\u00e3o de Figueiredo, de quem teve Pedro de Figueiredo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o \u00e9 documentado ser seu pai o artista normando seu hom\u00f3nimo Jean de Rouen, de que nos chegou registo de actividade, sabido \u00e9 ter sido progenitor de dois not\u00e1veis arquitectos, Jer\u00f3nimo celebrizado pela tra\u00e7a da nova, e discutida, capela mor de Santa Maria de Bel\u00e9m e da Igreja de Nossa Senhora da Luz, da qual, post terramoto, restam a capela-mor e o transepto, que serve de t\u00famulo \u00e0 encomendante infanta D.Maria, e Sim\u00e3o de Ru\u00e3o, que regressado de uma estadia em It\u00e1lia, \u00e9, em 1567, encarregado de tra\u00e7ar um sistema defensivo para a Foz do Douro, servindo depois na \u00cdndia, para onde embarca com o vice-rei D.Lu\u00eds de Ata\u00edde, aos quais podemos juntar o irm\u00e3o destes, Jo\u00e3o, juiz de fora que, em 1570, dirige as obras do Forte da Barra de Viana do Minho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o autor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Doutor pela Universidade Cat\u00f3lica de Lovaina, na \u00e1rea da Hist\u00f3ria do Direito. Membro de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, nomeadamente Presidente da \u201cComiss\u00e3o Infante D.Henrique, Ordem de Cristo e Expans\u00e3o\u201d da Sociedade de Geografia de Lisboa, Presidente do Centro Europeu de Estudos de Hist\u00f3ria Constitucional, Director do Instituto Hist\u00f3rico da Beira Coa. Investigador do CHAM-Centro de Humanidades \u2013 Universidade Nova de Lisboa. Desempenhou fun\u00e7\u00f5es docentes na Universidade de Lisboa, na Universidade Cat\u00f3lica e na Universidade Lus\u00f3fona. Professor de Direito e de Hist\u00f3ria no Instituto Polit\u00e9cnico de Tomar. Tem organizado v\u00e1rios col\u00f3quios no dom\u00ednio do Direito, Hist\u00f3ria Institucional e Patrim\u00f3nio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Presumivelmente nascido no romper do s\u00e9culo, em Rouen como denuncia a raiz topon\u00edmica do seu nome, Jo\u00e3o de Ru\u00e3o, de cuja ascend\u00eancia n\u00e3o temos fontes geneal\u00f3gicas, encontra-se documentada em Portugal em 1528, onde certamente atrav\u00e9s de D.Jorge de Meneses, confirmado senhor de Cantanhede em 4 de Abril de 1527, se acerca das terras do Mondego, para lavrar o ret\u00e1bulo da Varziela, que ser\u00e1, na express\u00e3o de Nogueira Gon\u00e7alves, a p\u00e1gina de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra de Coimbra, cidade em que centrar\u00e1 a sua actividade durante mais de meio s\u00e9culo, at\u00e9 \u00e0 sua morte ocorrida na freguesia de S.Jo\u00e3o da Cruz em 28 de Janeiro de 1580.","protected":false},"featured_media":905,"parent":0,"template":"","meta":{"custompostfields_author":"Fernando Larcher,  Doutor pela Universidade Cat\u00f3lica de Louvain","footnotes":""},"edition":[30],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/abstract"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1645,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/abstract\/1573\/revisions\/1645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"edition","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uab.pt\/cantanhede-historia-arte-e-patrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/edition?post=1573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}