O escultor francês João de Ruão, ativo em Portugal entre as décadas de 1520 e 1570, constitui uma figura central para a compreensão da assimilação e transformação das linguagens renascentistas no contexto português. No reinado de D. João III (1521–1557), Portugal viveu um momento de transição cultural marcado pelo influxo de modelos italianos e flamengos, mediado por artistas estrangeiros e pela atuação de humanistas próximos à Corte. Propõe-se uma leitura da obra de João de Ruão como testemunho visual do primeiro Renascimento, com particular atenção à interação entre a tradição gótica e a inovação classicista. A comunicação procura, assim, refletir sobre o que João de Ruão viu, ou seja, como interpretou, adaptou e traduziu, em pedra, as obras artísticas mais relevantes do Renascimento em Portugal. 

Sobre o autor

Professor Auxiliar com Agregação na área da História da Arte Moderna na Universidade Aberta.

Desde 1998, é docente na Universidade Aberta na área da História da Arte e da Museologia nos três ciclos de estudo.

 É investigador integrado no Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa // Laboratório IN2PAST.

É membro da Academia Nacional de Belas-Artes e da Academia Portuguesa da História.

Tem coordenado e participado em vários projectos de I&D financiados em Portugal e no estrangeiro.

Tem participado em vários encontros de carácter científico e publicado vários livros, capítulos de livros e artigos.

É actualmente o Presidente da Associação Portuguesa de Historiadores da Arte que pertence ao Comité Internacional de História da Arte (CIHA) desde 2021.